pelado de boina.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Emos, não se matem!

No começo desse mês, eu li uma notícia sobre uma menina de 13 anos que se matou no Reino Unido. O site dizia que parte da culpa era associada à banda preferida dela - My Chemical Romance - por fazer apologia ao suicídio nas suas letras. Pois é, minha gente, era uma emo. Parece que ela seguia os mandamentos com afinco: andava toda emperequetada com franjinha nos olhos, cinto de rebites, cerejas na mochila, estrelinhas coloridas na agenda e até tinha um blog cortava os pulsos sabesseládeusporquê. Era uma true emo mesmo. Enfim, ela fazia todas essas coisas que você parou de fazer há uns seis meses atrás quando você descobriu que mais bacana do que ser emo, é ser indie.

A minha grande dúvida é: se uma pessoa se mata por gostar de My Chemical Romance, o que um fã de funk carioca deveria fazer? Frequentar sessões de tortura militar todas as terças e quintas? Contar até o infinito em algarismos romanos? Torcer para o Corinthians? Cursar Engenharia Elétrica? Afinal, qual castigo é pior do que conviver consigo mesmo gostando de funk? Isso sim é triste.

Mas eu não sei. Talvez, eu esteja julgando errado toda essa filosofia que envolve o funk. Afinal, eu nunca entendi direito o hino metalinguístico do movimento: "Qual a diferença entre o charme e o funk? É que um anda bonito e o outro, elegante."

O funk anda elegante. É isso. Ele anda elegante. Simples. Prático. Fácil. Mas eu continuo não entendendo.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Ajude a combater a dengue!

Depois de três meses um incomensurável período de hibernação mental e hiato criativo, eu ainda não consegui pensar em nada relevante para postar aqui. Volte outro dia. tenho que compartilhar uma dúvida que há muito me perturba: Por que a Mariana não quis ficar comigo? os nossos adolescentes estão tão revolucionários hoje em dia?

Tipo, eles têm quartorze anos e já ficam parados em frente à tanques blindados em uma guerra civil escrevem dissertações de vinte e cinco linhas sobre "cotas para negros em universidades". Alguns têm até uma banda emo. Isso é um absurdo. Onde foi parar aquela coisa toda de Goldeneye no 64, Tazo na escola e pêlos pelo corpo? Eles estão ignorando uma parte boa da vida. É como se o Charmander evoluísse direto para Charizard. Vocês hão de convir comigo que falta algo. Pois, claro, ninguém é um ser humano completo sem ter sido um Charmeleon aos quatorze anos.

Eles não podem simplesmente sair por aí tendo uma opinião formada sobre tudo e criando comunidades de humor intelectual no Orkut. Senão, aos vinte anos não vai restar mais nada de revolucionário para fazer a não ser invadir a reitoria da UnB manter uma vida sexual virtual inativa através de um blog com metáforas de Pokemons.

Sério, não confio em pessoas 90's. Eu sou de 86 e ainda não confio em mim mesmo. Então, como posso, meudeusdosséu, acreditar em alguém que nunca teve um Lango-Lango?

Bom, seguindo a coerência desse post, não posso deixar de dizer: não deixe água parada pois eu não quero morrer de dengue. E é sério.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

O perigo!

O perigo de ter um blog sem tema específico é que eu me sinto no direito de escrever sobre a metafísica de qualquer coisa sempre que estou sem nada pra fazer.

Mas hoje só quero vender minha pedaleira:

Oi! Eu sou uma pedaleira!

Na foto, a própria RP200 da Digitech e meu pé. Porque eu sei que você tem fetiche por pés e isso pode nos ajudar muito na negociação. É uma foto estúpida já que eu estou pisando ali no botão sendo que ela está totalmente desligada. Mas enfim, vamos às espeficações:

- utilizada por guitarristas consagrados como eu mesmo.
- 40 efeitos de fábrica e mais 40 programáveis. O que é um exagero pois você não vai usar tudo isso pra tocar NX Zero.
- tem dezenas de opções pra montar cada um dos 40 efeitos programáveis. Ou seja, você vai perder a paciência de regular essa merda e acabar usando os efeitos de fábrica mesmo.
- tem Whammy. Quem conhece sabe que é um efeito ridículo que não pode ser aproveitado em nenhuma música. Mas de tão ridículo é engraçado ficar tocando a mesma nota por horas e ficar escutando "wiii wiii" quando você pisa no pedal de expressão.
- tem loops de bateria pra satisfazer a vontade de todo guitarrista querer ser baterista.

Ok. Nunca fui um bom vendedor. Quem estiver interessado e quiser informações relevantes é só me avisar.

E anuncie aqui você também! Apenas 25 dinheiros por 50 linhas!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Aee! O Corinthians caiu! Oi!

Há muito tempo atrás, em 1996, quando você sequer era nascido, eu, como qualquer criança saudável, sonhava em ser funcionário público projetista de video game. Tá, eu não sei se toda criança saudável sonha com isso. Mas eu achava que, assim, eu passaria a vida inteira jogando Sonic, Top Gear e Streets Of Rage. E ainda me pagariam por isso.

Bem, mais de 10 anos se passaram e não estou ganhando dinheiro por ficar soltando Hadouken com meia lua e soco. Não que eu realmente tenha acreditado que um dia trabalharia na Nintendo or something. Mas também nunca imaginei que estaria cursando Engenharia. E isso é tão frustrante.

Ser engenheiro não era meu sonho de criança e nem minha primeira, segunda ou terceira opção de profissão. Acho que, na verdade, nunca houve opção nenhuma. Até hoje não sei ao certo o que quero ser quando tiver 21 anos como profissional. Por isso, fui seduzido pela cultura de que carreiras como Medicina, Direito e Engenharia trazem mulheres, muitas mulheres dinheiro e/ou prestígio. Talvez, até o meio do século passado isso fosse verdade. Mas, em 2007, dizer que um título de Doutor te garanta essas coisas é bullshit. Eu não sei, talvez até te garanta mulheres, muitas mulheres um emprego. Ou não. Enfim, como eu já passei no vestibular e não preciso mais fazer redações, eu deixo esse assunto para tua dissertação de Ensino Médio: "Engenheiro do século XXI: pega mulher ou não?"

O fato é que eu passo o dia inteiro resolvendo integrais triplas em coordenadas esféricas ou analisando valores de corrente em malhas de circuitos elétricos. Faço conta BAGARAI. Muita conta mesmo. Com precisão de 3 casas decimais. E nem sei pra que tudo isso. A maioria dos formados em engenharia nem acabam trabalhando na área de projetos ou pesquisa mesmo. No fim, eles roubam a vaga de um administrador e passam o resto da vida como gerente de alguma empresa.

Entendeu? Entendeu?

Jovem, soa infantil, eu sei, mas moral da história: não seja frustrado, faça valer teu sonho. Ou apenas não faça Engenharia. E não faça Admistração porque senão roubarei teu emprego.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Nunca fui bom com títulos.

Senhores, hoje vou falar do conceito de estereótipo. Em grego, εστερεοτιπο; em latim, estereótipum; em francês, estérreótipê; em italiano, estereotipepperone; em espanhol, la estereótipa; em inglês, subwoofertype; em japonês, etereotipôné?; em alemão, ich ëstërrëótiptsch; em russo, estereotipovoscow; em polonês, estereótipovóviski; em tupi-guarani, potiguára torá; entre outros. Coodernador, o Senhor 05 está dormindo, Senhor!

Mentira. Eu não sei exatamente o conceito de estereótipo. Não que isso importe muito, já que eu nunca sei o conceito de nada que escrevo aqui e vocês sempre acabam acreditando mesmo. Tolinhos! Mas enfim, eu só quero falar que eu concordo com um estereótipo em especial.

Eu sei que posso gerar a queda da Bolsa de Valores de NY, o rompimento do teu namoro e o caos aéreo com esse post mas vou dizer assim mesmo: Sou garoto de programa. Todo corinthiano é bandido. Certeza.

Bem, vamos aos fatos:

Eu estava voltando da escola quando vi um cara parado numa esquina com uma camisa do Corinthians. Número 7 da época da Suvinil, sabe? Te juro que pensei: "Puta merda, a rua tá deserta. O Marcelinho Carioca vai me assaltar!". Pois bem, e não é que assaltou?

Marcelinho: Ae mano, mi vê um real ae, mano! (Clichê de micro-assaltantes)
Eu: Tô liso, véio. (Nessas horas é aconselhável utilizar o dialeto deles)
Marcelinho: Pô, mano, vê um real ae, caraiu!
Eu: Tenho nada aqui não. Tô voltando da escola.
Marcelinho: Porra, véio, dá logo essa porr...

Foi quando passou um grupo de pessoas do bem torcedores do São Paulo: Tri-Campeão Mundial, Tri-campeão da Libertadores e Penta-Campeão Brasileiro que devem ter intimidado a ação do meliante. Enfim, ele não me levou nada mas é corinthiano e merece entrar para as estatísticas.

Em uma outra oportunidade, eu estava na rua com exatamente 32 reais, dinheiro contado para comprar dois encordamentos de guitarra, quando de repente, e não mais que de repente, surge um cara com dreads e camiseta do Bob Marley e diz:

Bob: No, woman no cry! E ae brother, tem um real pra me emprestar?
Eu: Putz, cara, tenho nada...
Bob: Aqui ó, não tô brincando, passa o que cê tiver aí! (Levanta a camiseta e mostra o treisoitão)
Eu cagando de medo: Beleza, só tenho 20 reais, tá aqui, pode levar...
Bob: Só tem isso? Deixa eu ver os bolsos ae!
Eu: Ah... achei mais 12 aqui... hehehe... (Eu com cara de cu e rezando pra ele não me matar)
Bob: Firmeza, agora vaza e segue andando, hein? Se procurar policial, tu tá é fodido!

Tá, e o que corinthiano tem a ver com isso? Quando eu olho pra trás, o Bob estava puxando um fuminho dando o meu dinheiro para um cara que usava uma regata da Gaviões da Fiel. E tenho certeza que ele não ia usar o dinheiro do assalto para comprar uma fantasia para o desfile de Carnaval.

E teve um outro assalto que acho que não foi praticado por um corinthiano. O meliante foi de tamanha generosidade comigo que até me ofereceu uma bolacha recheada que ele estava comendo depois de me apontar um canivete e levar 40 reais. Por educação, eu não aceitei, é claro.

Conterrâneo, se você é um torcedor de um time que nunca ganhou uma Libertadores, considera talismã um cara que atende pelo nome de Tupãzinho e acha que o Neto foi o maior batedor de faltas do mundo, azar o teu não fique cabrero comigo. Isso é só um estereótipo. E quase que por definição, qualquer estereótipo é preconceituoso, generalista e injusto. Mas eu juro que tudo isso aconteceu de verdade. E se não fosse trágico, até que seria engraçado.

E, afinal, estereótipos estão em todo lugar. Me diga, você, micareteiro, vai dizer que nunca julgou ninguém baseado apenas no abadá laranja-silvestre, tênis com molas e peito depilado gosto musical do cidadão?

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

É, ainda preciso de calças.

Eu acabei de chegar do shopping. Fui brincar naquelas máquinas de pegar bichinhos de pelúcia, sabe? comprar calças.

O bom de ir comprar calças é que eu me sinto querido. Eu entro na loja e uma moça bonita sorri e diz:

- Olá, o que deseja? Eu posso ajudar?

Em qual outra situação uma menina gostosa me pergunta sorrindo o que eu desejo dela? E como se isso não bastasse, vejam:

- Qual o seu nome?
- Leonardo. =]
- Ai! Então, Léo, nós temos vários modelos de calça aqui...


Caralho! "Léo"! Nem minha mãe tem intimidade para me chamar de "Léo" desse jeito. Ainda mais exclamando um "ai" antes. Um "ai" meio gemido, sabe? Meudeusdosséu! Um "ai" meio gemido antes de um "Léo" íntimo!

Não deu outra. Comprei duas calças ridículas que nunca vou usar na minha vida.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

The Beatles!

Ah! (suspiro)
Eu me lembro como se fosse hoje que, hoje, eu estava vendo uma exposição sobre os Beatles e pensei: "Preciso comprar calças!".

sábado, 28 de julho de 2007

Ráá! Pegadinha do Malandro! Voltei!

Após quatro meses, atendendo à dois inúmeros pedidos, pessoas, cá estou eu novamente!

E aqui caberia o chavão: "OIeee...soh TOw POsTanU Aki pRAh DizE Ki aiNdaH TOW viVu!!1!!1"

Mas isso é mentira. Bem, sim, eu continuo vivo. Mas não estou postando nesse blog apenas para avisar-lhes desse lamentável prognóstico. Na verdade, eu senti saudade de vocês. Tá, isso é mentira também. O fato é que, assim como em todos os outros posts, eu não tenho nenhuma justificativa plausível sobre o porquê de escrever aqui e, por isso, vai ser a mesma merda de sempre. Se conformem.

Sabe, eu gosto de observar pessoas. Pois é, tem gente que gosta de dormir de conchinha, banho quente e mini-saia. Tem gente até que gosta de alguma coisa mas tem vergonha. Bom, pelo menos, eu acho que gostam. Se não, não estariam nas respectivas comunidades participando dos fóruns "Qual é o mais bonito da página?" ou "Você faria sexo grupal com as três pessoas acima?". Eu só gosto de ficar observando as pessoas mesmo. Eu poderia escrever um livro sobre o comportamento alheio e ficar rico. Mas acho que o Paulo Coelho já faz isso.

Ahh... eu juro que nesse parágrafo eu ia escrever sobre a ignorância do cara da TV, a estupidez do teu amigo, a hipocrisia da tua namorada, a tua multipolaridade, o sentido da minha vida, o coeficiente de dilatação linear em metais e todas essas dúvidas existenciais que afligem nosso cotidiano. Nada interessante, eu sei. Mas esse post já está muito grande e, por isso, em uma próxima oportunidade eu desço a lenha em nós mesmos e ficamos cabreros uns com os outros.

Fiquem com o meu arrependimento do mês. Eu não fui ao show deles. Sou um idiota. Planejei ir quarenta dias antes e perdi. Por um bom motivo, sim, mas perdi. Enfim, quem ainda não conhece The Magic Numbers, me agradeça depois.

The Magic Numbers - I see you, you see me

Sabe aquelas idealizações da mulher perfeita? Então, para mim, ela tem que ter a voz da Angela Gannon aí de cima.

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